Trump abre portas da OTAN para o Brasil, Mais o que isso significa?

Como aliado prioritário, Brasil ganha status e prioridades que só Argentina possui na América do Sul. Na última quarta-feira 8, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, notificou o Congresso americano sua intenção de designar o Brasil um aliado prioritário extra-Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

O assunto tinha sido colocado em debate em março, na visita do presidente brasileiro Jair Bolsonaro a Washington. À época, Trump afirmou que poderia cogitar até mesmo tornar o Brasil membro integrante da organização.

Hoje, a organização militar comum de defesa tem 29 países-membros, na maioria europeus, além de Estados Unidos e Canadá. Um de seus princípios é o de defesa coletiva. Ou seja: um ataque a um ou mais países-membros do grupo é encarado como uma agressão a todos os integrantes. Há também os chamados “parceiros globais da Otan”.

É o caso de Japão, Coreia do Sul, Austrália e Colômbia, o primeiro país latino-americano a tornar-se parceiro do organismo, em 2017. Eles, no entanto, não integram o pacto de defesa coletiva. O que o Brasil pleiteava era tornar-se um aliado prioritário extra-Otan.

Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo norte-americano. Entre eles, a Argentina, o único sul-americano a integrar essa lista. “Ostatus não é equivalente a ter um pacto de defesa com os EUA.

Portanto, não existe uma promessa de defesa mútua”, explicou Paul Poast, professor de Ciência Política da Universidade de Chicago, pesquisador do Instituto Pearson para Estudos de Conflitos Globais. “Mas isso cria uma base legal para transferências de armas.

Por exemplo, os aliados prioritários extra-Otan têm prioridade para contratar certas empresas de defesa dos EUA, obter acesso a certas atividades de pesquisa e desenvolvimento militares, e receber equipamentos militares dos Estados Unidos”, disse.

Época

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